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Ao fazer uma reflexão sobre as perspectivas do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou, nesta sexta-feira (7), em discurso no Plenário do Senado, que a petista receberá de si própria "uma herança maldita". Cristovam cobrou uma mudança de postura do governo e a adoção de uma nova política econômica que permita ao país sair do atual cenário, que beira a recessão segundo ele.

"O que desagrega mais imediatamente um país é a crise econômica. A educação está péssima, mas o país continua funcionando. A saúde vai mal, mas o país continua funcionando, mas quando a economia vai mal é o conjunto da sociedade que entra em crise. Nossa economia não está bem", argumentou. "O governo atual começa com uma herança maldita que ele mesmo criou", acrescentou.

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Segundo Cristovam, a estimativa de crescimento de 0,24% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme apontam economistas, representa, na prática, o empobrecimento de todos os brasileiros. "Isso é uma clara recessão do ponto de vista per capita, porque a população cresce a mais de 0,24% ao ano. E se o PIB cresce apenas 0,24% a população cresce a mais que isso é porque cada brasileiro empobreceu", avaliou.

O senador reconheceu avanços sociais obtidos pelo PT nos últimos 12 anos e afirmou que o país já esteve pior antes, mas avaliou que questões importantes como saúde, educação e mobilidade urbana "permanecem como problemas em que pouco se avançou". 

Política

Ao listar os problemas pelos quais o país passa e apontar perspectivas nebulosas para o futuro próximo, Cristovam afirmou que uma alternância no poder poderia ser benéfica, pois permitiria que o novo governante tomasse as medidas necessárias para garantir uma mudança de rumos na economia.

"Lamentavelmente o próximo governo não começa em lua de mel com a população. Teve a maioria dos votos, mas muitos dos que votaram no PT votaram porque não queriam a volta do PSDB", disse.

Da mesma forma, acrescentou Cristovam, muitos que votaram em Aécio Neves não queriam a continuação do PT. Para o senador, o quadro político atual não "empolga" e demonstra uma profunda desconfiança dos eleitores com relação aos partidos e políticos. O senador ainda classificou como trágica e arriscada a polarização entre PT e PSDB, que segundo ele, está no limite do fanatismo.

*Com informações da Agência Senado

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